Olhares Sobre a Física: a Ciência num Lugar Comum

Utilizando a Física em conjunto com a Fotografia – Escola Estadual de Ensino Médio Lília Neves


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Uma Questão de Sensibilidade

Possivelmente todos passamos por uma situação semelhante:  em uma reunião (da família, do colégio, dos amigos, …) alguém tem a brilhante ideia de tirar uma fotografia do grupo, a la time de futebol. Tem que chamar o fulano, pedir para a beltrana se aproximar mais, senão não vai sair na foto, e tomar cuidado pra não cortar a cabeça daquele cara mais alto, ou para não taparem aquela mulher um pouco baixa. Tudo certo, todos cinco minutos parados e finalmente alguém bate a bendita foto. Mas….

Se a câmera ou alguém se mexe, começa o desespero! A foto ficou ruim e lá se foi todo o trabalho. Nem sempre. Na Fotografia podemos deixar nossa imaginação fluir e obter os retratos mais “estranhos” possíveis, como alguém com o rosto desfigurado ou com a coluna contorcida em cinco partes, e sacudir a câmera feito um louco, ou com movimentos mais suaves, é uma maneira de adentrar ao mundo das imagens imprevisíveis.

Isso acontece porque as câmeras possuem um grau de sensibilidade à luz, descrita através do ISO. As câmeras fotográficas funcionam, basicamente, porque entra luz nelas, o que vai registrar as fotos. Porém, dependendo da situação, é necessário (ou se tem) luz pouco ou muito intensa. Experimente fotografar algo ao meio-dia e depois ao pôr-do-Sol, quando a luminosidade é bem menor, para notar a diferença.

Antigamente, quando as máquinas fotográficas funcionavam com filmes e o fusca era o carro do ano, a sensibilidade era própria do filme, que era rotulado com os números 100, 200, 400, 800 e por aí vai, sendo que, quanto maior o valor, maior também será a sensibilidade do filme. O ISO do filme é inversamente proporcional à luminosidade do ambiente, ou seja, se um local está bem iluminado, o ISO pode possuir um valor baixo, pois a câmera precisa de um tempo de exposição curto, já que muita luz “queima” a foto.

Por outro lado, se o ambiente está pouco iluminado, seria necessário aumentar o tempo de exposição da fotografia, sendo necessário alguns segundos (ou minutos) para obter o registro. Isso pode ser resolvido usando um filme com ISO alto, muito mais sensível à luz, diminuindo a quantidade de luz necessária, e consequentemente o tempo.

No nosso querido mundo contemporâneo, o ISO ainda existe, mesmo com a troca do filme fotográfico pelos sensores, como o CCD. Agora o ISO é ajustável, e isso é permitido em qualquer câmera, da mais equipada à mais simples. Algumas mostram o ajuste para o valor numérico do ISO diretamente, porém outras trazem os manjados modos, como “paisagem”, “pôr-do-Sol” ou “céu noturno”. Esses ajustes automáticos não só alteram o ISO como fazem as compensações necessárias, como modificação do tempo de exposição ou da abertura do diafragma (orifício que permite a entrada de luz na câmera) automaticamente.

Da próxima vez que não souber o que fotografar, começa a investigar as configurações da câmera e perceba a diferença das fotos obtidas. O vídeo abaixo trás um experimento simples e bastante inusitado, sobre escrita com luz e fotos em movimento, além de ilustrar (bem melhor) algumas coisas presentes nesse texto.

Ficou com alguma dúvida ou tem sugestões? Envie um comentário!


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Abertos os Trabalhos

As primeiras fotos deste ano já estão publicadas. Para visualizá-las, basta clicar na aba FOTOS 2012, no topo do blog, ou então no link presente na lateral.

Vale lembrar que as fotos precisam de comentários, afinal, do que adianta registrarmos algo interessante se seus significados forem deixados de lado?

Compartilhe suas opiniões e mande também sua foto!

 


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A Volta dos que Não Foram…

Olá a todos,

Estamos retomando as atividades do blog “Olhares Sobre a Física” em 2012, então ponha uma câmera fotográfica na mão e algumas ideias na cabeça e comece a planejar seus próximos cliques.

Enquanto as novas fotografias não chegam, estão convidados a visualizar e comentar os registros anteriores, na aba “Fotos 2011”. Aliás, as imagens que ilustram o cabeçalho do blog são amostras de fotos registradas por estudantes e professores durante o ano passado.

Inspire-se e mãos à obra!


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Nobel de Física 2011 e Outras Reflexões

Ontem (04 de outubro) a Real Academia de Ciências da Suécia divulgou o nome do ganhador do Prêmio Nobel de Física desse ano, ou melhor, dos ganhadores, já que são três cientistas. Saul Perlmutter, Brian Schmidt e Adam Riess, todos estadunidenses, dividiram a bolada de 1,5 milhões de dólares (ô inveja…).

Os três realizam estudos que apontam que a expansão do universo está cada vez mais acelerada, através da observação de supernovas muitíssimo distantes, que são, grosso modo, grandes explosões de estrelas que possuem massa bastante elevada.

Um aglomerado de galáxias. (Fonte: Google Imagens)

O Prêmio Nobel surgiu no início do século passado e premia pesquisadores e demais pessoas que obtiveram grande êxito ou reconhecimento em suas áreas: Economia, Medicina, Literatura, Química, Física e (talvez o mais conhecido) Nobel da Paz.

Tais premiações demonstram que a ciência está longe de ser formada por conhecimentos totalmente estabelecidos, como diversas vezes nos parece em sala de aula. Pelo contrário, ainda há muito a ser feito, investigado, pensado, pesquisado, conhecido…

E pra que serve tudo isso? Muita coisa está em jogo. Países que investem na formação científica estão entre os mais desenvolvidos hoje, não só economicamente, como o Brasil por incrível que pareça está, mas em termos de melhor distribuição de renda e cultura. Um bom exemplo é o Japão.

Quando ouvimos falar nos japoneses geralmente pensamos num povo bastante educado, com suas invenções tecnológicas e robôs excêntricos que nunca chegam por aqui. Porém, há sessenta anos, recém terminada a segunda guerra mundial, o Japão era um país destruído (basta lembrar das bombas em Hiroshima e Nagasaki). Outros bons exemplos são a Coréia do Sul e os sempre comentados países da Escandinávia.

Enquanto isso por aqui as coisas estão como bem conhecemos. Eleições vão e vêm e o descaso com a educação permanece inalterado. Isso vai desde a desvalorização dos professores à falta de interesse dos estudantes ou inexistêncas de uma quadra de esportes, passando por laboratórios de informática com carroças ocupando o lugar onde deveria haver computadores (vocês sabem bem do que estou falando!).

Computador?! Fonte: Google Imagens

Escolas mal estruturadas + professores mal qualificados + alunos mal orientados = Brasil de sempre, formado por cidadãos apáticos e iludidos, servindo de combustível para a máquina que é o Estado. Mantendo essa equação será bastante difícil surgir um Nobel de Física tupiniquim.


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Poeira das Estrelas

Nessa semana correu a notícia de que foi encontrado um pequeno planeta feito de diamante. Isso mesmo, diamante. Na verdade o objeto, que não é bem um planeta, e sim o “esqueleto” de uma estrela extinta, está a 4 mil anos-luz da Terra (que distância será essa?), ou seja, ir até lá pegar uma lasquinha é impossível atualmente, e assim permanecerá por muito tempo (provavelmente pra sempre)!

http://super.abril.com.br/blogs/superblog/astronomos-encontram-pequeno-planeta-feito-de-diamante/

As imagens do céu e do espaço até hoje encantam muitas pessoas, cercadas de mistério e beleza. Muitas delas podem ser vistas no site oficial do telescópio espacial Hubble, aquele que vive sendo citado no Jornal Nacional por ter registrado algo inédito ou grandioso. O site está em inglês, mas é possível usar algum tradutor para facilitar o acesso.

http://hubblesite.org/gallery/

Para quem quer usar os próprios olhos, vale a pena ir até a FURG. O Grupo de Astrofísica e Cosmologia SOFIA realiza observações com telescópios todas as quintas-feiras a partir das 17:30, isso quando o tempo não está nublado, sendo essa uma atividade aberta ao público.

www.observatoriosofia.blogspot.com

http://www.youtube.com/user/observatoriosofia

O sábio Carl Sagan (autor de diversos livros de divulgação científica, como “Bilhões e Bilhões”, que tem na biblioteca, famoso também pelo seriado Cosmos, disponível no youtube) dizia que somos poeiras das estrelas, pois toda a matéria que nos forma foi produzida um dia através de diversas reações nucleares em seu interior. Sendo poeira, até que estamos bem, pois já conseguirmos evoluir a ponto de compreender nosso pequeno lugar no universo!


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Google Street View em Rio Grande?

O Google Street View é um serviço do Google que permite “andar” pelas ruas de diversas cidades. Assim é possível passear pela Quinta Avenida de Nova york ou observar a Torre Eiffel em Paris sem gastar a sola do sapato e principalmente os olhos da cara para viajar até esses lugares.

Carros que captam as imagens. Fonte: ClicRBS

Além de fornecer a possibilidade de consulta de mapas e imagens por satélites, nesse mês o mapeamento de algumas cidades aqui do Rio Grande do Sul começou a ser realizado para o Street View. Embora não tenham divulgado quais, se torna um tanto difícil passar despercebido utilizando seus carros que chamam bastante a atenção devido a parafernália presente no teto (foto acima). São quinze câmeras fotográficas instaladas, que permitem uma visualização completa do local, seja da rua, das casas e prédios ou do céu naquele dia.

Zero Hora:    1 – Mapeamento das cidades    2 – Fotos do carro pelo estado

Caso você veja algum deles, sorria (!), pois sua imagem (infelizmente, ou não) pode ser eternizada pelas ruas de Rio Grande. Não se preocupe, pois todas as imagens de rostos são esfumaçadas antes de irem ao ar, evitando assim possíveis constrangimentos e também mais um processo na pilha que o Google já coleciona.

Desde 2007 mapeando ruas de diversos locais no mundo, não faltaram flagrantes inusitados, o que já rendeu dezenas de sites que sobrevivem somente da publicação dessas pérolas, inclusive no Brasil. As cenas incluem desde momentos escatológicos (que é preferível não comentar) até  mesmo dancinhas esquisitas a la Latino ou batidas policiais. A seguir algumas dessas curiosidades:

Carro acidentado no México

Marcha Fúnebre na Romênia

Indivíduo “limpando o salão” no meio da rua na Espanha

Homem derrubando caixas de leite (posteriormente atropeladas) no chão no Brasil

Imagens: Street View Funny


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A Melhor Câmera

Já pensou em ter uma câmera de 576 megapixels? Isso mesmo, 576 megapixels…

Pois enquanto as câmeras mais comuns a venda possuem em torno de 12 ou 14 megapixels, todos nós já possuímos essa maravilha, ou melhor, essas maravilhas: nossos olhos.

Essa e outras comparações entre o olho humano e as câmeras fotográficas são apresentadas num texto bem leve e explicativo produzido pelo site Tecmundo. Vale a pena conferir.